Por André Debevc
Tenho que ter muito sangue frio pra resistir à sua pele branca quente e um Shiraz à temperatura ambiente. Na contagem até dez é difícil chegar a três.
segunda-feira, setembro 28, 2009
segunda-feira, agosto 03, 2009
Viuvez ressentida
Por André Debevc
Sou um viúvo do falso ressentimento.
Todos meus amores mortos,
aniquilados sem remorso nem lamento
desfilam pelo asfalto cínico
que escorre quieto.
Sou um viúvo do falso ressentimento.
Todos meus amores mortos,
aniquilados sem remorso nem lamento
desfilam pelo asfalto cínico
que escorre quieto.
quarta-feira, julho 29, 2009
Marketing Certeiro
Por André Debevc
Que faço para fidelizar você ao meu beijo?
Que estratégias de marketing garantem
que você troque para me consumir
e seja atendida nos seus desejos mais primários e urgentes?
Devo entrar em promoção para te conseguir por mais um tempo?
Posso agregar valor à premissa básica de ser melhor em quase tudo?
Será que minha fórmula lava seus sonhos mais brancos?
E minha boca? Deixa seu hálito fresco por mais tempo?
Meu cheiro consegue não sair da sua cabeça na primeira lavagem?
Que mais coisas temos em comum para fazer você voltar sempre?
Até onde consigo te desviar do caminho para sentir meus outdoors?
Preciso conquistar uma consumidora exigente
que nem desconfia das vantagens que vai conseguir
no meu complexo programa de milhagem e recompensas.
Que faço para fidelizar você ao meu beijo?
Que estratégias de marketing garantem
que você troque para me consumir
e seja atendida nos seus desejos mais primários e urgentes?
Devo entrar em promoção para te conseguir por mais um tempo?
Posso agregar valor à premissa básica de ser melhor em quase tudo?
Será que minha fórmula lava seus sonhos mais brancos?
E minha boca? Deixa seu hálito fresco por mais tempo?
Meu cheiro consegue não sair da sua cabeça na primeira lavagem?
Que mais coisas temos em comum para fazer você voltar sempre?
Até onde consigo te desviar do caminho para sentir meus outdoors?
Preciso conquistar uma consumidora exigente
que nem desconfia das vantagens que vai conseguir
no meu complexo programa de milhagem e recompensas.
quarta-feira, julho 22, 2009
Constatação
Por André Debevc
Quando um ciclo se encerra,
a primeira reação (natural)
é olhar para trás e visitá-lo, do início ao fim,
ficando com ainda mais saudade
do que não volta mais.
Nunca mais.
Quando um ciclo se encerra,
a primeira reação (natural)
é olhar para trás e visitá-lo, do início ao fim,
ficando com ainda mais saudade
do que não volta mais.
Nunca mais.
Cegueira Seletiva
Por André Debevc
preciso escrever para dizer que essa noite é inútil,
pra dizer que a lua não some
nem pisca fingindo que me vê no trânsito
a caminho de casa.
acre doce beijo perfeito,
a névoa soluça a madrugada pouco londrina
e nada ocupa a cegueira de só sentir o seu cheiro.
preciso escrever para dizer que essa noite é inútil,
pra dizer que a lua não some
nem pisca fingindo que me vê no trânsito
a caminho de casa.
acre doce beijo perfeito,
a névoa soluça a madrugada pouco londrina
e nada ocupa a cegueira de só sentir o seu cheiro.
terça-feira, julho 21, 2009
Pressa sempre
Por André Debevc
Ela diz que tenho pressa em levá-la pra cama.
Vive reclamando que minhas mãos voam
descolando tecidos, elásticos e zíperes inconvenientes.
Mal sabe ela o que digo quando estou a ranger os dentes.
Tenho uma prece silenciosa
para que possamos resolver tudo isso do meu jeito,
essa missão interminável de macho predador,
que é a coleta de presas falsamente relutantes,
entorpecidas até o talo por orgásmos inebriantes
paridos nas pontas dos dedos e língua.
Talvez ela seja assim só mais um troféu na estante,
talvez eu lembre, silenciosamente, dela na roda de cúmplices
como aquela que vivia reclamando do meu jeito.
Ela sabe como venero um bom peito,
mas os eláticos de sua calcinha
não tinham que marcar a alma tanto assim.
Ela diz que tenho pressa em levá-la pra cama.
Vive reclamando que minhas mãos voam
descolando tecidos, elásticos e zíperes inconvenientes.
Mal sabe ela o que digo quando estou a ranger os dentes.
Tenho uma prece silenciosa
para que possamos resolver tudo isso do meu jeito,
essa missão interminável de macho predador,
que é a coleta de presas falsamente relutantes,
entorpecidas até o talo por orgásmos inebriantes
paridos nas pontas dos dedos e língua.
Talvez ela seja assim só mais um troféu na estante,
talvez eu lembre, silenciosamente, dela na roda de cúmplices
como aquela que vivia reclamando do meu jeito.
Ela sabe como venero um bom peito,
mas os eláticos de sua calcinha
não tinham que marcar a alma tanto assim.
sexta-feira, julho 17, 2009
Coração em paz
Por André Debevc
Quero sua boca rosa
saindo em camera lenta na penumbra
de um beijo de batom apagado,
quero o seu cheiro reconhecido até no caminho bêbado de casa.
Quero o rosa da sua boca questionando minha língua,
aceitando minhas mãos decididas
às vezes queitas e ancoradas à sua cintura.
Quero pôr-do-sol,
sorvete e japonês,
flores quase sempre talvez,
e a sensação de realização que há tanto me abandonou.
Quero ser meta, quero ser seta,
quero sempre uma boca semi-aberta
que intui mais que um beijo,
que instiga desejo e replays
e sorri feliz por saber um coração em paz.
Quero sua boca rosa
saindo em camera lenta na penumbra
de um beijo de batom apagado,
quero o seu cheiro reconhecido até no caminho bêbado de casa.
Quero o rosa da sua boca questionando minha língua,
aceitando minhas mãos decididas
às vezes queitas e ancoradas à sua cintura.
Quero pôr-do-sol,
sorvete e japonês,
flores quase sempre talvez,
e a sensação de realização que há tanto me abandonou.
Quero ser meta, quero ser seta,
quero sempre uma boca semi-aberta
que intui mais que um beijo,
que instiga desejo e replays
e sorri feliz por saber um coração em paz.
quinta-feira, julho 16, 2009
fino trato
Por André Debevc
Que mel é esse que brota em minha boca
e faz feitiços com as moças que dele provam?
Sei lá eu que doce viciante
rescende em meus lábios e língua solta.
Entorpecente de fino trato,
não sujeito à fiscalização federal,
corra pelas esquinas em boatos
para que minhas conquistas
sejam simples lendas
tais como inesquecíveis atos.
Que mel é esse que brota em minha boca
e faz feitiços com as moças que dele provam?
Sei lá eu que doce viciante
rescende em meus lábios e língua solta.
Entorpecente de fino trato,
não sujeito à fiscalização federal,
corra pelas esquinas em boatos
para que minhas conquistas
sejam simples lendas
tais como inesquecíveis atos.
(sem título)
Por André Debevc
Sua indecisão pontuava sua resistência,
indecisão medrosa de uma cumplicidade branda.
E vai, me beija logo,
antes que sua boca consiga fingir arquivar o desejo
que te move agora.
Me lê, me beija, deixa ser
pois agora sou simples demais, um impulso primário
que adora te dominar.
Sua indecisão pontuava sua resistência,
indecisão medrosa de uma cumplicidade branda.
E vai, me beija logo,
antes que sua boca consiga fingir arquivar o desejo
que te move agora.
Me lê, me beija, deixa ser
pois agora sou simples demais, um impulso primário
que adora te dominar.
quinta-feira, julho 09, 2009
Apelos milenares
Por André Debevc
Agora,
vamos às ilusões coletivas,
às momentâneas faltas de caráter,
ao mergulho da saudade precoce.
Vamos aos braços das lágrimas doces,
nos rendamos ao apelo mais milenar de nossos instintos animais.
Falesmo de palavras que calam e de gestos que consentem.
Suspendamos, assim nesse ar onírico,
as mais maliciosas ilusões
no piscar mais vacilativo do segundo de cansaço.
Paremos de beber antes mesmo de começar,
renunciemos agressões gratuitas
e guardemos para nós alguma conclusão inútil.
Já é tempo de morder o mundo com esses caninos afiados,
já é hora de passar-lhe a língua no lábio superior.
Os dias não vêm pré-fabricados
e ninguém sabe sua cota de alegrias nem de dor.
Agora,
vamos às ilusões coletivas,
às momentâneas faltas de caráter,
ao mergulho da saudade precoce.
Vamos aos braços das lágrimas doces,
nos rendamos ao apelo mais milenar de nossos instintos animais.
Falesmo de palavras que calam e de gestos que consentem.
Suspendamos, assim nesse ar onírico,
as mais maliciosas ilusões
no piscar mais vacilativo do segundo de cansaço.
Paremos de beber antes mesmo de começar,
renunciemos agressões gratuitas
e guardemos para nós alguma conclusão inútil.
Já é tempo de morder o mundo com esses caninos afiados,
já é hora de passar-lhe a língua no lábio superior.
Os dias não vêm pré-fabricados
e ninguém sabe sua cota de alegrias nem de dor.
terça-feira, julho 07, 2009
Jantar pra quê?
Por André Debevc
Com o buraco imenso que tinha no peito, a fome se acovadou e sumiu. Vai ver a comida sabia que nunca chegaria no estômago.
Com o buraco imenso que tinha no peito, a fome se acovadou e sumiu. Vai ver a comida sabia que nunca chegaria no estômago.
segunda-feira, julho 06, 2009
Dúvida constante
Por André Debevc
Quando te beijo de novo?
Faz tempo que meus sentidos
não concebem o seu gosto,
e muito a contra-gosto acabo brincando comigo mesmo,
invento desculpas sem sentido nem rima
sem ficar paralisado e atento
algenado pelos seus olhos acinzentados.
Então na escalada das horas vasculho perfumes,
me embriago em saliva, mas nada me salva...
Noites insossas
não rendem lábios sempre doces,
e a cumplicidade de nossas bocas
até finge...
mas não aparece em qualquer esquina.
Quando te beijo de novo?
Faz tempo que meus sentidos
não concebem o seu gosto,
e muito a contra-gosto acabo brincando comigo mesmo,
invento desculpas sem sentido nem rima
sem ficar paralisado e atento
algenado pelos seus olhos acinzentados.
Então na escalada das horas vasculho perfumes,
me embriago em saliva, mas nada me salva...
Noites insossas
não rendem lábios sempre doces,
e a cumplicidade de nossas bocas
até finge...
mas não aparece em qualquer esquina.
sexta-feira, julho 03, 2009
resolução escrita
Por André Debevc
Sua nuca é a mais bonita que já vi,
embora isso não conte muito a seu favor
se eu não souber o seu nome.
Algumas coisa só sei resolver escrevendo,
já que minha boca quer saber a sua em braile
e deixar tudo mais
virar uma boa história para a gente contar.
Sua nuca é a mais bonita que já vi,
embora isso não conte muito a seu favor
se eu não souber o seu nome.
Algumas coisa só sei resolver escrevendo,
já que minha boca quer saber a sua em braile
e deixar tudo mais
virar uma boa história para a gente contar.
Regime de cotas
Por André Debevc
Vou aumentar minha cota de deslizes.
Ando muito inocente ultimamente
e quase esqueci aquele meu sorriso safado.
Não quero é deixar de lado
minha poesia pouco contundente.
Até acho graça nas minhas cicatrizes,
e preciso de histórias para encompridar.
Vou aumentar minha cota de deslizes.
Ando muito inocente ultimamente
e quase esqueci aquele meu sorriso safado.
Não quero é deixar de lado
minha poesia pouco contundente.
Até acho graça nas minhas cicatrizes,
e preciso de histórias para encompridar.
Descoberta Solo
Por André Debevc
Nem só de palavras bonitas
e slogans incríveis vive a minha boca.
Além de meus dentes afiados
trago uma língua de seda parecendo tecido molhado
que se estica até a ponta do meu nariz.
Desejado objeto,
quase sempre agindo, quase nunca quieto,
minha boca esconde delírios além de segredos e mentiras.
Para você, tenho uns beijos esboçados
com gosto apurado, que garante replay.
Mas até aí, nem eu sei,
já que sua boca ignora cobiçada ação
restrita às moças que me encantam
e tentam de toda maneira se infiltrar em meu coração.
Nem só de palavras bonitas vive a minha boca.
Mas isso você pode descobrir sozinha.
Nem só de palavras bonitas
e slogans incríveis vive a minha boca.
Além de meus dentes afiados
trago uma língua de seda parecendo tecido molhado
que se estica até a ponta do meu nariz.
Desejado objeto,
quase sempre agindo, quase nunca quieto,
minha boca esconde delírios além de segredos e mentiras.
Para você, tenho uns beijos esboçados
com gosto apurado, que garante replay.
Mas até aí, nem eu sei,
já que sua boca ignora cobiçada ação
restrita às moças que me encantam
e tentam de toda maneira se infiltrar em meu coração.
Nem só de palavras bonitas vive a minha boca.
Mas isso você pode descobrir sozinha.
quinta-feira, julho 02, 2009
diagnóstico
Por André Debevc
Premeditação e inconsequência andam juntas. Ninguém nunca teve um sorriso safado e sem mostrar os dentes no rosto, sem mil idéias deliciosas na cabeça.
Premeditação e inconsequência andam juntas. Ninguém nunca teve um sorriso safado e sem mostrar os dentes no rosto, sem mil idéias deliciosas na cabeça.
quarta-feira, julho 01, 2009
dia de inferno
Por André Debevc
uma angústia gigante me estacionou latente num pedaço que vai, da garganta até quase a parte debaixo do coração. e num abrir de olhos, como tantos outros - num dia final de inferno - foi como se todos os beijos eternamente adiados, todos os empregos e peitos nunca tidos, todas as viagens e promessas nunca feitas, absolutamente toda a liberdade e as ilusões nati-mortas resolvessem ficar engarrafadas em mim, baixando a luz da minha alma por mais tempo que qualquer outra tristeza sem cúmplice. em dias assim, de ponteiros lentos e piadas órfãs de sorrisos, tudo que eu queria é poder correr, correr, correr. até me encontrar, cheio de planos e soluções, e com aquele sorriso de alma tão profundo que me faz até ter buracos felizes no rosto. hoje acho que não vai dar...
uma angústia gigante me estacionou latente num pedaço que vai, da garganta até quase a parte debaixo do coração. e num abrir de olhos, como tantos outros - num dia final de inferno - foi como se todos os beijos eternamente adiados, todos os empregos e peitos nunca tidos, todas as viagens e promessas nunca feitas, absolutamente toda a liberdade e as ilusões nati-mortas resolvessem ficar engarrafadas em mim, baixando a luz da minha alma por mais tempo que qualquer outra tristeza sem cúmplice. em dias assim, de ponteiros lentos e piadas órfãs de sorrisos, tudo que eu queria é poder correr, correr, correr. até me encontrar, cheio de planos e soluções, e com aquele sorriso de alma tão profundo que me faz até ter buracos felizes no rosto. hoje acho que não vai dar...
quase quatro
Por André Debevc
descobria as coxas dela com as costas do indicador mais esperto. depois de quase 4cm de penugem arrepiada, não sabiam nem mesmo seus próprios nomes.
descobria as coxas dela com as costas do indicador mais esperto. depois de quase 4cm de penugem arrepiada, não sabiam nem mesmo seus próprios nomes.
quinta-feira, junho 25, 2009
Chuva de quinta
Por André Debevc
a massa polar que chegou lá do sul
me faz querer atracar felino e letárgico no sofá,
a chuva caindo burocrática e constante lá fora,
e dentro de casa só a luz azul da tv no jogo do Brasil
desenhando sombras cúmplices nas paredes.
cenário perfeito, granulado em preto-e-branco,
para ter uma gata branca preguiçosa e fotofóbica no colo,
ronronando com um quase sorriso nos lábios
todo o calorzinho cheiroso que ela guarda para dias assim.
na mesa de centro, a coca-cola perdendo o gás,
sem pressa, enquanto na casa toda só o copo sua
e as almas se enroscam querendo que não exista amanhã.
a massa polar que chegou lá do sul
me faz querer atracar felino e letárgico no sofá,
a chuva caindo burocrática e constante lá fora,
e dentro de casa só a luz azul da tv no jogo do Brasil
desenhando sombras cúmplices nas paredes.
cenário perfeito, granulado em preto-e-branco,
para ter uma gata branca preguiçosa e fotofóbica no colo,
ronronando com um quase sorriso nos lábios
todo o calorzinho cheiroso que ela guarda para dias assim.
na mesa de centro, a coca-cola perdendo o gás,
sem pressa, enquanto na casa toda só o copo sua
e as almas se enroscam querendo que não exista amanhã.
segunda-feira, junho 15, 2009
na folha em branco
Por Andre Debevc
brinque com a folha em branco com carinho.
nela cabem mil aventuras.
ali, cercada de nada por todos os lados,
você pode ser quem quiser,
fazer de tudo um muito,
até mesmo aquilo que nunca teve nem coragem
de falar alto, assim aos quarto ventos.
você pode beijar e ser beijada,
pode despir ou já estar despida,
pode qualquer coisa, ter um segredo ou
até mesmo ser lambida,
num curioso banho de gata bípede.
…da folha em branco, ninguém escapa, todos ali podem ser mil histórias….
então escreva a sua, vale tudo.
desenho, verso, interjeição e,
depois do espásmo,
o palavrão.
…ah sim, e espere encontrar sorrisos também.
nem que seja assim, sorrindo só com os olhos,
as coxas mornas se apertando de ansiedade.
mas não esqueça, quando guardar a folha em branco,
que seja com um beijo longo do lado mais quente do peito.
juntinho da pele, que é pra toda aventura que tiver guardada ali
ficar paradinha, imobilizada pelo seu cheiro.
brinque com a folha em branco com carinho.
nela cabem mil aventuras.
ali, cercada de nada por todos os lados,
você pode ser quem quiser,
fazer de tudo um muito,
até mesmo aquilo que nunca teve nem coragem
de falar alto, assim aos quarto ventos.
você pode beijar e ser beijada,
pode despir ou já estar despida,
pode qualquer coisa, ter um segredo ou
até mesmo ser lambida,
num curioso banho de gata bípede.
…da folha em branco, ninguém escapa, todos ali podem ser mil histórias….
então escreva a sua, vale tudo.
desenho, verso, interjeição e,
depois do espásmo,
o palavrão.
…ah sim, e espere encontrar sorrisos também.
nem que seja assim, sorrindo só com os olhos,
as coxas mornas se apertando de ansiedade.
mas não esqueça, quando guardar a folha em branco,
que seja com um beijo longo do lado mais quente do peito.
juntinho da pele, que é pra toda aventura que tiver guardada ali
ficar paradinha, imobilizada pelo seu cheiro.
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